Minha infância, minha vida, meus amores e dores; minhas idéias e meus ideais; idéias alheias, conversação entre sorrisos e lágrimas, tudo contado de uma maneira gostosa e com uma pitada de bom humor por uma pessoa FELIZ!

Mostrando postagens com marcador Minha infância. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Minha infância. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de março de 2011

Lembranças de Carnaval!!!




Nasci e cresci numa família Católica e amante de Carnaval.
Minha mãe, desde pequena, fazia suas fantasias com papel cortado e costurado à máquina, formando longas saias rodadas. Máscaras com papel machê, coloridas e encantadoras.
Quando eu tinha 7 anos, meu pai resolveu abster-se de toda e qualquer bebida alcoólica, e com isso parou também de frequentar os bailes. Minha mãe ficou na saudade.


A escada à direita levava ao enorme salão do Clube 
da minha infância. Hoje são apenas escritórios.


Mas ele nunca nos proibiu de frequentar os bailes infantis do domingo e da terça-feira de Carnaval.
Éramos criativos também com as fantasias. Uma que mais me marcou foi a de índio, copiada da caixa do “Forte Apache” dos meus irmãos.
Eu devia ter uns 6 anos.
Usamos sacos de estopa devidamente desfiados e pintados com guache vermelho e branco. Levamos dias para convencer nossa mãe a cortar e costurar os trajes do tecido, que por mais que lavássemos, não saía o farelo de milho.
Na minha fantasia, além da saia, um top feito no capricho como meus irmãos imaginaram, pois não havia figuras femininas no brinquedo. 

 



















Emiliana com 6 anos e fantasia de                                                                                           Com 9 anos minha cigana linda
havaiana com cordas. (invenção)

Do galo avermelhado, que garboso andava pelo terreiro, arrancamos todo o rabo. Precisávamos das penas para nossos pés e cabeça. Lembro e ainda acho graça, porque para o meu irmão mais novo, sobraram apenas algumas penas de uma galinha d’angola e ele, encrenqueiro desde pequeno, chorou muito. Também pudera coitado.
Quando minha mãe descobriu o seu galo depenado, levamos umas belas varadas. Mas, como eu sempre dizia: “agora já foi, não tem problema uma surrinha”.
Fizemos sucesso naquele Carnaval. A escadinha dos quatro irmãos “índios americanos”, como fomos chamados, nos deu até premiação. Balas e refrigerantes. Que alegria, quanto confete e serpentina juntávamos e jogávamos um no outro.
Quando eu ainda era solteira, os bailes noturnos eram no sábado, domingo, segunda e terça-feira. Mas, meus pais não me deixavam ir ao baile da terça. Tinha que acordar bem cedinho para a missa na Quarta-feira de Cinzas.
Muitas vezes distraída, cantarolava uma marchinha no início da Quaresma, e minha mãe logo gritava: “olha o rabo”. Segundo ela, quem pulasse Carnaval na nesta época de Penitência, criava rabo do “coisa ruim”. Na dúvida, calava-me.
E assim foram meus carnavais de infância, depois na adolescência quando comecei ir à noite, e também depois de casada e já com os filhos.

 



















Maxmiliano aos 2 anos, meu Pierrô                                                                                                   Aos 3 anos, meu ciganinho

Foram muitas fantasias que uma tia dos meus filhos fez e eu ajudei a bordar, tanto para mim, como para eles.
Hoje, com o fim dos bailes em clubes e a violência das ruas, prefiro a tranquilidade de casa e ver os desfiles das Escolas pela TV.
A última vez que participei de uma festa de Carnaval foi na praia. Enquanto víamos o trio elétrico passar, houve uma violenta briga perto de onde estávamos. Uma confusão tão grande, gente ferida.
Fiquei tão assustada que nunca mais quis saber de multidões, principalmente quando há bebidas.
Ficou apenas a saudade dos bons tempos que não voltam mais.



Bjs no coração!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Mais uma peripécia da minha infância. Parte II



Para quem não leu a primeira parte, está no post anterior.

Naquele dia, meu irmão mais novo e eu resolvemos dar uma volta com os amigos vizinhos e a recomendação foi a mesma.
- Não vão à descida do hospital.
Eu devia ter uns 10 anos na época e meu irmão 8 e meio. Era verão, lembro-me muito bem, pois estava com um conjuntinho de shortinho e frente única com riscas, que minha mãe fez.
Fomos direto para lá. Eu com a bicicleta azul maior, e meu irmão com a outra, a vermelha. Minha amiga-vizinha foi com a dela e o irmão mais novo à sua garupa. Cúmplices sempre, nós quatro.
Quando cheguei ao início da rua, já fui ao embalo e pedalando muito, porque no meio dela, soltava os pés e erguia as pernas. Só quase no final era que começava a frear, geralmente dando derrapadas no pedregulho. A descida não era tão íngreme, mas muito longa.
Qual não foi a minha surpresa quando chegou a hora de começar a tentar diminuir a velocidade. Coloquei os pés nos pedais e cadê freio?
A correia havia arrebentado.

Era isso que minha mãe não havia nos explicado. Ela falava do perigo da descida, da possibilidade de levarmos um tombo, mas nunca que a correia, que no meu caso era o freio, poderia arrebentar.
A velocidade da bicicleta foi aumentando e no final havia uma curva que eu sabia que não conseguiria fazer.
Nem mato para eu me jogar tinha. Só casas.
O meu irmão e meus amigos quando me viram gritar que estava sem freio, se puseram a gritar também. Foi então que olhei para trás e me desequilibrei.
Lembro até hoje, se fechar os olhos, do meu corpo arrastando-se no macadame, de bruços. Acho que deslizei uns 5m ou mais. Afundei o pedregulho.
Não conseguia levantar e os três chorando ao meu lado.
Com a ajuda deles, sentei e vi que a frente toda do meu corpo estava coberta de macadame branco. Na hora não senti dor alguma, só uma ardência. Só não esfolei o rosto e as palmas das mãos, e nem sei como.
Logo chegou muita gente, e só me lembro de acordar deitada numa mesa de cimento e várias pessoas de branco ao meu redor.
Muito tempo depois, foi que descobri que era no necrotério do hospital que eu estava. Nosso médico veio conversar comigo e mandou as enfermeiras me limparem. Eu chorei. Já havia muito sangue misturado.
Vocês acreditam que eles me lavaram de mangueira? E ainda assim fiquei soltando pedrinhas das feridas por vários dias.
Quando minha mãe chegou ao hospital, eu estava deitada numa cama com soro, toda cheia de mercúrio cromo e nem lençol podiam colocar em mim.
Ela me olhou e disse:
- Quando você sarar, já sabe muito bem o que te espera.

Se vocês pensam que eu parei de ir lá, estão muito enganados. Foi só melhorar um pouco, principalmente a parte dos quadris, joelhos e braços, onde os ferimentos foram mais profundos, que já estava lá de novo.
Livre, com os longos cabelos ao vento. 
Feliz da vida!!!

Bjs no coração!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Mais uma peripécia da minha infância.



A infância é uma fase de sonhos e brincadeiras. Primeiro amor, descobertas e trabalho para os pais, é claro.
Já na adolescência acontece a construção do caráter, vivências únicas e amizades eternas.
Não compreendemos nossos pais, revoltamo-nos com o mundo e demoramos muito a entender tudo isso.
Quando isso acontece, olhamos para trás e notamos quanto tempo perdido em incompreensões e busca por uma coisa chamada felicidade, que se encontrava dentro de nós mesmos o tempo todo.
A cada vez que visito minha mãe e na reunião de irmãos, costumamos nos lembrar das nossas peripécias da infância e adolescência.
Risadas, ou melhor, gargalhadas e alegria reinam quando estes fatos são revividos, os detalhes e alguns segredos revelados.
Numa dessas minhas visitas, fui a “vítima” da vez. Conto-lhes o porquê.
Éramos seis em casa. Papai, mamãe e 4 filhos, com diferença de 1 ano e seis meses entre cada um. Verdadeira festa e muitas vezes confusão. Não que não fôssemos comportados e bem educados, mas criança apronta. E no meu tempo muito mais. Tanto que acho que os meus foram “anjinhos” perto do que aprontei.
Brincadeiras de carrinho de rolimã e patinete que meus irmãos mesmo faziam, bolinha de gude, futebol na rua, queimada, esconde-esconde, amarelinha, lenço-atrás, bete-ombro, passa-anel. 
Não havia distinção entre as brincadeiras de meninos e meninas. Brincávamos todos juntos.
Eu terceira e única menina em casa, não era muito de bonecas, mas gostava de brincar de casinha e montava tudo embaixo do meu pessegueiro.
Também fazíamos estilingue e com bolas feitas de barro ou sementes, tanto de mamona, como de cinamomo, fazíamos guerra.
Brincar na rua ou entrar na casa de um amigo a qualquer hora do dia, sem pedir licença, era normal. Era como entrar em nossas próprias casas.
Em casa, tínhamos duas bicicletas para os quatro, e estudávamos os dois mais velhos à tarde e meu irmão mais novo e eu, pela manhã.
Uma das bicicletas era Caloi, vermelha e feminina, como meus irmãos falavam. A outra era azul, “a masculina” e freio no pedal, isto quer dizer, na correia. Essa foi comprada nova e sempre foi a preferida de todos por ser grande e pegar maior velocidade. Era de um azul clarinho, cor que nunca me saiu da lembrança.
Talvez porque a bicicleta representasse para mim liberdade, eu a preferia. O vento batendo no meu rosto... esvoaçando meus cabelos. Nem "Master Card" compra.
Da outra, conto outro dia.
Minha mãe sempre recomendava quando saíamos somente para passear, que não fôssemos descer a rua do hospital. Era longa, coberta por macadame e perigosa para nós, os pequenos.
Proibir algo é o mesmo que aguçar a nossa vontade. Imaginem a uma criança, então.
Querem um conselho? Nunca proíbam, expliquem o porquê.

Amanhã eu conto o resto.

Bjs no coração!



segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A mão e a Luva...na Janela!!!

Esta semana na blogagem coletiva da Glorinha, cujo tema principal é Sentimentos, falamos sobre MEDO(S).
Lembrei-me de um dos episódios sádicos de minha mãe e resolvi contá-lo a vocês.
Não tenho muitas lembranças de grandes medos de infância. Fui uma criança muito feliz. Cresci livre, brincava na rua, sem medos, nem perigos...
Tinha pessoas mais velhas na família que sabiam contar lindas histórias, reais e imaginárias; contos infantis e crendices populares.
Medos na verdade eram os comuns: levar uma bela surra por uma traquinagem, tirar nota baixa, levar uma bronca por estragar alguma coisa, levar um tombo de bicicleta e se machucar ‘demais’...
Coisas comuns, normais.
De resto fomos acostumados a tudo. Tínhamos animais, saímos pescar com toda família, atravessávamos rios em pequenos botes e explorávamos campos e florestas na grande Fazenda-Cidade em que nasci e morei por toda minha infância e adolescência.
Mas, lembro muito bem, embora fosse muito pequena, de uma cena de terror pela qual passei.
Éramos 4 irmãos.
Dezoito meses de diferença entre um e outro. Eu sou a terceira e única menina, e éramos “santinhos” na frente dos nossos pais, muito educados e de um comportamento primordial.
Longe deles...essa é uma outra história.
Bem, minha mãe, talvez por ter casada muito nova e ter sido uma criança terrível também, só agora ela admite, rsrs, gostava de nos pregar peças.
Enquanto éramos bem pequenos, quando entardecia, ela levava um a um ao banho, vestia-nos com pijama e ia nos colocando no sofá da sala para assistirmos TV.
Começava pelo menor, que dormia antes e por ali mesmo.
Depois, no fogão à lenha, preparava o nosso jantar. E nós, é verdade!, ficávamos como bonequinhos sentados e bem quietos, com apenas alguns beliscões uns nos outros, sem ela notar, assistindo, não lembro o que na televisão em preto e branco ainda.
Eu devia ter uns 3 anos de idade quando isso aconteceu.
Por conseqüência, meu irmão mais novo tinha 1 ano e meio, o outro 4 e meio e o mais velho 6.
Atrás do sofá da sala ficava a janela que dava para a varanda da frente e que tinha uma enorme cortina de renda feita à mão com desenhos de enormes anjos tocando trombetas.
Neste dia a vidraça estava fechada, mas a cortina e a veneziana estavam abertas.
Não sei por que cargas d’água, minha mãe, mais criança do que nós, saiu sorrateiramente pela porta da cozinha e na área de serviço pegou uma luva preta que meu pai usava para andar de moto que ele tinha na época. Aquelas motos pretas enormes, (bom, nessa época só tinha dessas importadas, mesmo).

Colocou a luva e simplesmente veio até a varanda e colocou a mão no vidro abaixando-se. E os “bonequinhos” lá num empurra-empurra no sofá, quando de repente, por infelicidade fui eu a primeira a ver aquela mão enorme e preta, presa, foi essa a impressão que tive, na janela.
O que se passou em seguida acho que vocês podem imaginar. Todo mundo olhou e foi uma gritaria só. Até a vizinhança apareceu para acudir a choradeira. A única que ria mesmo perdida e sem saber o que fazer, era minha mãe.
Aquela luva me assombrou por muitos anos e por muito tempo aquela janela teve que permanecer fechada, e o sofá tiveram que mudar de lugar.
Hoje, quando nos reunimos, minha mãe ri tanto da história que tenho medo de ela ter um ‘treco’.
Sacana!!! Fora outras que ela voltou a nos aprontar.

Bjs no coração!

sábado, 29 de maio de 2010

Minha primeira vez!!! Parte II
















Foto atual e parcial do parquinho que ainda está lá.
Os mesmos brinquedos e as mesmas paineiras.
Só saudades!

A partir do parquinho havia uma rua que dava direto para a represa que fornecia e ainda fornece água para a fábrica onde meu pai trabalhava.

Eu já conhecia o lugar. Tinha ido lá várias vezes. Nunca a pé. Não imaginava a distância que teríamos que percorrer, principalmente por sermos duas crianças pequenas, mas resolvi que era lá nosso destino.

Sempre achei o lugar lindo. Então era lá. Acho que não lembrei de outro.

Dá para imaginar o tamanho da caminhada??? Foi terrível. Um pouco arrastava o menino, outro pouco carregava ou tentava carregá-lo no colo.

Como ninguém nos parou pelo caminho?

Porque já contei que morávamos num verdadeiro paraíso e não havia perigo.

Era muito comum as crianças andarem sozinhas pela rua, irem ao mercadinho, à padaria, livraria, biblioteca, comprar sorvete no nosso querido Bar Grande, chocolate na “bombonieri” ou mesmo brincar no parquinho da cidade.

Por tudo isso, não fomos descobertos, ou melhor, eu não fui descoberta por outras pessoas ou mesmo amigos da minha família.

Não tenho idéia de que horas chegamos ao meu esconderijo à beira do lago, e embaixo de uma enorme árvore, estendi um cobertor e cansado até demais (coitadinho), meu irmão logo dormiu.

Fiz um lanchinho com as bolachas que trouxe, lavei meu lencinho no lago, estendi em um arbusto e sentei a jogar pedrinhas no rio, enquanto o pequeno, sem noção de nada, assim como eu, ressonava no chão, agora já coberto por mim.

Eu estava feliz! E na minha cabecinha, ninguém nos acharia. Agora iríamos morar ali. Era tudo perfeito!

E de verdade ninguém nos achou. Também ninguém se preocupou em procurar...Pois é, n i n g u é m!!!

Meu irmão acordou quando os pernilongos já me molestavam e começaram a incomodá-lo também. Chorou, dei-lhe a mamadeira, que ele rejeitou e pediu para ir para casa.

Eu insisti muito, consegui distraí-lo por um bom tempo, mas logo começou a chorar novamente e eu não sabia mais o que fazer.

Acabei pegando o caminho de volta. Bem mais sofrido porque o retorno tinha o dobro de subidas que a ida.

Chegamos em casa já com o início da noite e acreditem, levei outra bronca por ter levado meu irmão para brincar e não ter avisado. Hã??? Como assim???

Só depois fui descobrir que ele rejeitou a mamadeira porque o leite azedou. Quanta inocência!

Esta foi a minha primeira vez!

A primeira e última vez que fugi de casa.


Bjs no coração!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Minha primeira vez!!! Parte I



















Meu irmão mais novo e eu. Foto antiga, hein?
Nela, tínhamos, eu, 4 e ele 2 anos e meio

Estando só, como agora, começo a lembrar da minha infância. Coisas muito boas, outras nem tanto, mas que fazem parte de uma época muito feliz.

AHÃ, pensaram em outra coisa, né?

Tenham paciência, pois o “causo” de hoje vou ter que contar em dois capítulos, senão vocês cansam de ler e eu de digitar aqui.

O que me veio à lembrança foi um acontecimento, que na época para mim foi muito marcante e triste, “tristonho” eu diria, e agora engraçado. Melhor, muito engraçado.

Eu acabara de completar cinco anos e meu irmão mais novo tinha três anos e meio.

Não me lembro o motivo, com certeza uma grande traquinagem, mas levamos uma bronca de nossa mãe e foi aí que tomei uma decisão.

Grande decisão para minha idade: “Vou fugir de casa”.

Mas como eu iria e deixaria meu irmãozinho, que eu amava tanto (se pudesse e minha mãe deixasse batia nele todo dia, ô polaquinho ruim...), ali com meus irmãos mais velhos e com meus pais que só sabiam brigar.

Na verdade não queria era ir sozinha. eheh. Coisa de criança.

Resolvi então que ele iria junto.

Arrumei a “bagagem”.

O cobertor do meu irmão, o meu, nossos lencinhos, nossas chupetas, algumas bolachas e claro, a mamadeira dele. Com leite frio e açúcar.

Ajeitei tudo na sacola de compras da minha mãe, peguei-o pelo bracinho (acho que até hoje ele nunca entendeu nada) e subi a rua do lenheiro, na outra esquina de casa, sem rumo certo.

Quando chegamos na avenida principal, Av. Brasil, quatro quadras acima, meu irmão estava cansado, suado e já chorava de canseira.

Como, atravessando a avenida chegávamos ao parquinho, foi lá nosso primeiro descanso. Era logo depois do almoço e o calor muito forte, pois estávamos no verão.

Não lembrei que precisaria de água, mas como haviam muitas torneiras pelo caminho, não passamos sede. Tomava água nas mãos feito concha e assim servia meu irmão.

Depois do descanso, brincamos um pouco e seguimos nossa “viagem”.

Amanhã eu conto o resto...

Bjs no coração!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Ah, que saudades!!!












Ah, se eu soubesse...
Que teria tanta saudade,
Saudade da minha infância,
Tempo que não volta mais,
Teria exigido mais mamadeira,
Não teria largado a chupeta,
E ficado mais um pouco
No colo dos meus pais...


Ah, se eu soubesse...
Que crescer é ruim,
Pedia a Deus para ficar menina,
Teria brincado mais de casinha,
Pela boneca tinha feito biquinho,
Não teria tentado ser adulta,
Exigia a infância mais um pouquinho,
Teria sido infantil um pouco mais...


Ah, se eu soubesse,
Que Infância é coisa tão bela,
Teria pulado mais a janela
Para brincar nos quintais.
Teria chorado menos,
Teria dado mais sorrisos,
Teria falado menos
E ouvido muito mais...


Ah, se eu soubesse...
Que na minha infância
Tudo era uma brincadeira,
Teria vivido de outra maneira,
Não teria pedido jamais,
Pra que a juventude chegasse,
Exigia que o tempo parasse,
Teria implorado brinquedos mais...


Ah, se eu soubesse...
Que ser criança é lindo,
E eu vivia sorrindo,
Teria reclamado menos,
Teria sentido um pouquinho mais...
Teria roubado mais romã,
Brincado mais de pique-esconde,
De bolinha de gude, de patinete
E carrinho de rolimã.


Ah, se eu soubesse...
Que na minha infância,
Havia tanta inocência,
Havia amor até demais.
Teria corrido atrás dos meninos,
Subido mais no abacateiro,
Jogado mais queimada na rua,
Brincado na cachoeira nua
Sem medo de adultos, jamais


Ah, se eu soubesse...
Que os dias da minha infância
Eram longos e cheios de encanto,
Teria corrido mais pelo campo,
Comido mais pitanga e amora,
Brincado muito, jogado fora o tempo
Com bichinhos que não tenho mais...
Soltado mais pipas ao vento,
Pulado corda, jogado amarelinha,
Gastado com minha amiguinha
Um tempo que não temos mais.


Ah, se eu soubesse...
Que na minha infância,
Medos eram coisas tão banais,
Teria andado tanto de bicicleta,
E me esfolado mais um pouco,
Deixado meu pai mais louco
Por me buscar em hospitais.
Brincado com meus irmãos mais um tanto,
Aos amigos feito cara de espanto,
Brigado menos, os amado muito mais...

Ah, se eu soubesse...
Que na minha infância,
Tinha força, era saudável,
Que tudo ficava amável,
Teria chorado um pouco mais.
A minha mãe me cuidando,
Eu teria ficado mais doente,
E mesmo sorrindo contente,
Estaria sofrendo bem menos,
Não teria remorsos jamais.


Ah, Senhor, que saudades...
Saudades da minha infância,
Das brincadeiras de roda,
Em que eu ditava moda,
Gostava de ter liderança,
Com as amigas e as demais.
Sonhava em ser cantora,
Bailarina, mãe, professora,
Ter dinheiro em abundância,
Carros, motor-home, caminhões
Para viajar pelo mundo em paz!


Agora, sinto vontade,
Vontade de ser criança,
Vontade sem esperança,
De um tempo que não volta mais.
Sofro a falta do carinho,
Carinho que só se dá às crianças
E de amores que não tenho mais.
Coisas que só trazem saudade,
Minha infância, minha idade
E do carinho dos meus pais!

 
 
Bjs no coração!
 
  fonte: imagens