Minha infância, minha vida, meus amores e dores; minhas idéias e meus ideais; idéias alheias, conversação entre sorrisos e lágrimas, tudo contado de uma maneira gostosa e com uma pitada de bom humor por uma pessoa FELIZ!

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segunda-feira, 23 de maio de 2011

A Tati perguntou e eu respondi.


A Tati do Perguntas em Resposta, me ofereceu um selo que vem com uma brincadeira de perguntas e respostas.
O selo está no meu Blog de Selos e o Meme trouxe aqui. São algumas perguntinhas que eu devo responder. Sei que isso não vai prestar, mas vamos lá.

1) Pegue o livro mais perto de você, abra na página 18 e encontre a 4ª linha:
Quem foi o *&%$#@ que tirou os livros da minha cabeceira. Peraí, tenho que levantar. rs
“que sempre conhecera e viera para aquele lugar distante e desolado” – O Reverso da Medalha de Sidney Sheldon.

2) Estique seu braço esquerdo o mais longe que puder. O que você encontra?
Meu abajur de cabeceira, celular, meu relógio lindinho de cabeceira que não desperta, meu MP3 e o resto não conto.

3) Qual foi a última coisa que assistiu?
O Jornal na TV.

4) Sem olhar o relógio, que horas você acha que são?
9:00 h

5) Agora, olhe no relógio. Que horas são?
Perdão, eu confesso, olhei no notebook. rsrsrs  São 9:01 h agora.

6) Sem contar o barulho do computador, o que mais está ouvindo?
Carros na rua e um alarme doido que não para. Daqui a pouco desço lá.

7) Quando foi a última vez que saiu? Onde foi?
Sábado. Fui a Curitiba, capital do meu Estado.

8) Antes de começar esse questionário, o que estava fazendo?
Tomando café e vendo o jornal.

9) O que está vestindo?
Pijama. Em casa, adoro usar pijamas ou camisolas. Tenho uma pequena coleção. hehe

10) Você sonhou a noite passada?
Sim, mas não posso contar. Nem sob tortura.

11) Quando foi a última vez que você deu risada?
Quando acordei e lembrei-me do meu sonho, e quando confessei que menti na 4ª pergunta.

12) O que acha da pessoa que te indicou este desafio?
A Tati? É uma pessoa inteligente, trabalha “prá” caramba, escreve muito bem, boa mãe e boa esposa. Senti muito por não tê-la conhecido quando fui ao Rio de Janeiro.

13) Viu alguma coisa esquisita há pouco tempo?
Acho quase tudo muito esquisito. 
Ontem um vizinho do prédio estava com seu filho de 1 aninho e dois meses brincando no pátio. Ele colocou uma coleira na cintura do pequeno e este corria e o pai atrás segurando a tal coleira. kkkkkkkkkkkkkk

14) Qual o último filme que você assistiu?
Assisto muitos filmes em DVD, quase não vou ao cinema. Não lembro qual foi o último agora.
Mas lembro que um dos últimos foi um bem antigo que adoro e comprei para ver novamente: “Os deuses devem estar loucos” – o primeiro.

15) Se você se tornasse milionário da noite para o dia, o que compraria?
Um belo e enorme iate.

16) Uma coisa sobre você que eu não saiba.
Choro pelos problemas dos outros. Sofro com todos.

17) Seu estado de espírito agora.
Tranquila e um pouco amuada. Queria dormir mais.

18) Se você pudesse ser qualquer mulher famosa, qual seria?
Eu não queria ser famosa nunca. Adoro sair na rua e poder cumprimentar todo mundo, conversar e seguir meu caminho, ou ficar fechada em casa sem ninguém se importar comigo.

19) Imagine que seu primeiro filho seja uma menina, como o chamaria?
Emiliana, o nome da minha filha.

20) Imagine que seu primeiro filho seja um menino, como o chamaria?
É um menino e eu queria Rodolfo, mas o pai dele não deixou.

21) Você pensa em morar fora?
Na rua? Aqui dentro é bem mais confortável. Adoro meu quarto. hehe
Fora do país? Sim, já pensei muito nisso. Agora talvez seja tarde demais, já estou velhinha. kkkkk

22) O que mais quer agora?
Conversar com um amigo.

23) Qual a pessoa mais importante na sua vida?
Meus filhos,  minha mãe e minha neta. Por eles dou a minha vida.

24) Qual seu sonho para curto prazo?
Que meu marido arrume outro emprego.

Pronto! Está respondido, Tati querida.
Bom, eu teria que passar para 10 blogs, mas não sei quem já recebeu. Então, convido todos que me visitarem hoje e gostarem do Meme, que levem para seu cantinho e depois me avisem tá?


 Bjs no coração!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Nosso caminho para o litoral.




Um trecho da BR 277 sempre fez parte da minha vida.
Esta rodovia nos levava todo ano, desde que eu era pequenina, nas férias de janeiro, ao litoral do Paraná, mas precisamente a Caiobá e Guaratuba.
Depois meu pai comprou um terreno num balneário novo e construiu nossa casa, mas continuamos usando a mesma pista. A descida sempre foi deliciosa, pois parávamos na serra para comer milho verde cozido, pamonha, tomar suco de cana, coco verde e comprar cachos de banana.
Passávamos as férias de verão quase toda por lá. O Natal era em Curitiba e depois descíamos.
A Serra do Mar aqui no Paraná é maior área contínua de Mata Atlântica ainda conservada no Brasil.


Depois que meu pai faleceu em 1983, minha mãe foi morar definitivamente em nossa casa de veraneio. Por isso, conhecemos cada pedacinho, cada curva, pontes e acompanhamos a evolução desta rodovia com remendos, depois a duplicação e sua privatização. 
Amamos a sua exuberante paisagem.


 pegadio carinho, não?

Deslizamentos são muito comuns em épocas de chuvas frequentes,  que obstruem a pista, mas a maior tragédia que tínhamos acompanhado até então, foi um grande incêndio em 2007. Parte da vegetação no domínio do Parque Estadual do Marumbi, na Serra do Mar paranaense, foi destruída.
Neste ano de 2011, foram as chuvas. A Lia postou no FB, (AQUI), fotos das enchentes e deslizamentos em Antonina, onde ela costuma estar sempre.
Mas outras cidades, como Morretes, Paranaguá e vários vilarejos foram atingidos, além do “pé” da serra, onde pontes foram levadas pelas enchentes e os deslizamentos cobriram a via.

 Vista parcial de Morretes fonte


 
Eu em Morretes 

Vista aérea do mesmo Restaurante março/2011 fonte


De onde moramos atualmente, bem divisa com Santa Catarina e  alto da Serra do Mar, mas distante da BR 277, é bem mais fácil fazermos o caminho até minha mãe, descendo a Serra D. Francisca/Joinville-SC e chegar via BR 101 a Garuva, depois Guaratuba, Caiobá e seguir até Pontal do Paraná, que é o município ao qual pertence o Balneário em que minha mãe mora.
Mas ficamos sem poder visitar minha mãe por um bom tempo. Todas as rodovias ficaram impedidas com as chuvas do início de Março.
Neste final de semana p.p. fomos visitá-la, pois a Serra D. Francisca já estava liberada há dias. Como o trânsito foi desviado todo por aqui, postergamos nossa ida porque a pista é de mão dupla e bem perigosa, ainda mais com o enorme tráfego de veículos de grande porte.
Serra D. Francisca - Joinville


Resolvemos voltar pela BR 277, via Curitiba, e foi aí que vimos de perto o que aconteceu por lá.
Assustou-nos muito, mesmo com as obras de recuperação bem adiantadas. Consegui tirar algumas fotos de dentro do carro e trouxe para vocês verem, principalmente os rasgos que a chuva fez na  vegetação nativa da serra. Por sorte que quase não há moradores por ser Área de Conservação Ambiental.


Fotos de outras fontes.

Ainda bem que, mesmo com a grande destruição, foram apenas quatro perdas humanas, porque houve evacuação antes da tragédia nos locais habitados em Morretes e Antonina. Na serra há poucos.
Mesmo sendo uma área de preservação é de impressionar a qualquer um, o que aconteceu.

Então ficamos pensando do que foi dito na época dos deslizamentos no Estado do Rio de Janeiro. Vocês lembram em quem foi que acabaram colocando a culpa? 
E aqui, quem será que foi o culpado?



Bjs no coração!


terça-feira, 29 de março de 2011

Hoje estou de Parabéns! Estou fazendo aniversário.




Comemoro a chegada de um grande amor. Um amor inexplicável, sem pedidos, com muitos retornos e com algumas complicações.
Meu primogênito!
Meu primeiro, verdadeiro e incondicional grande amor!
Não lembro como era a minha vida de “mulher” antes dele; só sei que sempre o amei e sempre desejei amá-lo sem o conhecer. Incondicionalmente.
Foi incrível como as coisas se transformaram tão rápido.
Eu era apenas uma garota cheia de sonhos. Meu peso parecia brincadeira, 45 kg. Aos poucos comecei a senti-lo, mudando minha estrutura física e psicológica.
Ah, as emoções... quem explica?
Inexperiência é a palavra chave para uma mulher que sonha e não sabe com o que vai lidar. A falta de informação é o que pode esclarecer “complicações” do primeiro parágrafo.
O sonho de ser mãe nasceu comigo, mas, meu conhecimento era nenhum. Recebi uma boa educação e conhecimentos de vida, mas nunca orientações sobre adolescência, namoro, sexo, pouco sobre casamento e muito menos de maternidade.
Na minha época eram assuntos proibidos dentro de casa, tabus. 
E quando casei, talvez minha mãe tenha achado que marido ensina. O que será?

Amor materno é imensurável e ele se inicia desde que o sonho faz parte da vida de uma mulher. E isso não deixou de acontecer comigo.
Bom, engravidei. As emoções podem ser iguais para todas as mulheres que têm uma gravidez desejada. Só que com o primeiro filho, a primeira gestação, uma nova experiência é vivida a cada segundo, em cada transformação percebida.
É muito comum a comparação, mas do primeiro não há como.
Na verdade, de início, comigo nada mudou, a não ser uma pequena necessidade de repouso nos 3 primeiros meses.
Não tive os problemas normais de uma gravidez como: enjoos, tonturas e outros males. Apenas as mudanças no corpo, franzino ainda, apesar da idade, 21 anos já, e as emoções.
Independente de tudo isso eu já o amava. Antes mesmo de concebê-lo, antes mesmo de sabê-lo: ser humano.

Depois de um erro de cálculos, normal para uma iniciante, ele nasceu, dia 29 de março às 9:25 h, de parto normal, com 3.950 kg.
Sem a presença do pai, o que era comum na época, muito mais para o dele, que perderia a sua folga anual no trabalho. Jamais!
Apenas uma amiga, curtiu e que sofreu comigo todos os momentos de “dores esquecíveis”.
Depois de um tempo, notei que a presença do pai não me fez muita diferença, a presença da minha amiga foi primordial.
Mas ela não pôde entrar na sala.
Pude curtir todos os passos e os momentos do parto, e mais atenta ainda. Imagina o meu medo de troca de bebês.
Sou suspeita, mas ele fez muito sucesso no hospital.
 Neto com 2 dias de vida no meu colo
Todo bebê é lindo para seus pais. Mas o meu era "muito lindo".
Não estou falando isso por ser tão “mãe coruja”, mas todos queriam vê-lo, admirá-lo e vocês poderão me confirmar.

Não se explica a maternidade.
Ter um ser dentro de si, a formação de uma vida. Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda numa caixa de presentes, muito bem escondida, talvez para ser doada, transmitida a alguém.
Isso seria uma realização para as mães. Não cito "mães" somente as que pariram seus filhos, mas mães como formadoras de cidadãos.

Infelizmente, temos e criamos nossos filhos para o mundo. Não podemos sorrir, chorar ou ser felizes por eles, e sim para eles. Apenas tentamos contribuir iniciando-os a ter um ideal, a buscar e ter a certeza de estar dando passos firmes no caminho dessa busca.
Agradeço a Deus todos os dias por ter me dado essa oportunidade de poder contribuir para a formação de um cidadão do mundo, de amar com a certeza de que: “Quem ama, educa”.

E hoje, passados 29 anos, há 14 dias, você colocou-me nos braços outro sonho de vida, nossa princesinha RAFAELLA.

Neto, meu filho e Rafaella, minha neta no dia do nascimento dela

Mais uma razão para afirmar o meu amor à vida e força para continuar.
Obrigada por existir meu filho querido! Você é o presente que me deu mais uma vez, a esperança no futuro.




Bjs no coração!


quinta-feira, 10 de março de 2011

Lembranças de Carnaval!!!




Nasci e cresci numa família Católica e amante de Carnaval.
Minha mãe, desde pequena, fazia suas fantasias com papel cortado e costurado à máquina, formando longas saias rodadas. Máscaras com papel machê, coloridas e encantadoras.
Quando eu tinha 7 anos, meu pai resolveu abster-se de toda e qualquer bebida alcoólica, e com isso parou também de frequentar os bailes. Minha mãe ficou na saudade.


A escada à direita levava ao enorme salão do Clube 
da minha infância. Hoje são apenas escritórios.


Mas ele nunca nos proibiu de frequentar os bailes infantis do domingo e da terça-feira de Carnaval.
Éramos criativos também com as fantasias. Uma que mais me marcou foi a de índio, copiada da caixa do “Forte Apache” dos meus irmãos.
Eu devia ter uns 6 anos.
Usamos sacos de estopa devidamente desfiados e pintados com guache vermelho e branco. Levamos dias para convencer nossa mãe a cortar e costurar os trajes do tecido, que por mais que lavássemos, não saía o farelo de milho.
Na minha fantasia, além da saia, um top feito no capricho como meus irmãos imaginaram, pois não havia figuras femininas no brinquedo. 

 



















Emiliana com 6 anos e fantasia de                                                                                           Com 9 anos minha cigana linda
havaiana com cordas. (invenção)

Do galo avermelhado, que garboso andava pelo terreiro, arrancamos todo o rabo. Precisávamos das penas para nossos pés e cabeça. Lembro e ainda acho graça, porque para o meu irmão mais novo, sobraram apenas algumas penas de uma galinha d’angola e ele, encrenqueiro desde pequeno, chorou muito. Também pudera coitado.
Quando minha mãe descobriu o seu galo depenado, levamos umas belas varadas. Mas, como eu sempre dizia: “agora já foi, não tem problema uma surrinha”.
Fizemos sucesso naquele Carnaval. A escadinha dos quatro irmãos “índios americanos”, como fomos chamados, nos deu até premiação. Balas e refrigerantes. Que alegria, quanto confete e serpentina juntávamos e jogávamos um no outro.
Quando eu ainda era solteira, os bailes noturnos eram no sábado, domingo, segunda e terça-feira. Mas, meus pais não me deixavam ir ao baile da terça. Tinha que acordar bem cedinho para a missa na Quarta-feira de Cinzas.
Muitas vezes distraída, cantarolava uma marchinha no início da Quaresma, e minha mãe logo gritava: “olha o rabo”. Segundo ela, quem pulasse Carnaval na nesta época de Penitência, criava rabo do “coisa ruim”. Na dúvida, calava-me.
E assim foram meus carnavais de infância, depois na adolescência quando comecei ir à noite, e também depois de casada e já com os filhos.

 



















Maxmiliano aos 2 anos, meu Pierrô                                                                                                   Aos 3 anos, meu ciganinho

Foram muitas fantasias que uma tia dos meus filhos fez e eu ajudei a bordar, tanto para mim, como para eles.
Hoje, com o fim dos bailes em clubes e a violência das ruas, prefiro a tranquilidade de casa e ver os desfiles das Escolas pela TV.
A última vez que participei de uma festa de Carnaval foi na praia. Enquanto víamos o trio elétrico passar, houve uma violenta briga perto de onde estávamos. Uma confusão tão grande, gente ferida.
Fiquei tão assustada que nunca mais quis saber de multidões, principalmente quando há bebidas.
Ficou apenas a saudade dos bons tempos que não voltam mais.



Bjs no coração!