Minha infância, minha vida, meus amores e dores; minhas idéias e meus ideais; idéias alheias, conversação entre sorrisos e lágrimas, tudo contado de uma maneira gostosa e com uma pitada de bom humor por uma pessoa FELIZ!

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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Minha netinha Rafaella!


Ontem, fui dar mais um cheirinho na minha fofuxa Rafaella.
Fazia só uma semana e meia que não a via e fiquei impressinada como ela cresce e engorada, dia após dia. Minha mãe usa um termo que diz assim: "Bebê cresce como abobrinha, da noite para o dia", e é verdade.
A Rafaella nasceu com 2.830 Kg, saiu do hospital com 100 g a menos e agora com 1 mês e meio, já cresceu quase 10 cm e engordou mais de 2 Kg.

 
Toma banho de balde,

 
De banheira e fica a observar a mãe,

 
Observa e bate papo com sua girafinha,


 
Tenta resmungar alguma coisa, um "gu, gu" e já sorri,



 
Fica quietinha só observando,




Dorme tranquila,



Fez sua primeira viagem no feriado de Páscoa, 



No início observou tudo,



Depois se irritou com o trânsito e chorou,



Cansou e dormiu!


Fica maravilhosa de vermelho,


Já quer ficar sentada,

 
Fica com soninho nos braços de sua grande ursa,

Bate as mãozinhas, as perninas e sorri para a tia Macá, que mandou de São Paulo esta linda roupinha.
Obrigada Macá, olha como ficou linda nela.
E eu não posso ser vovó-coruja desta fofurinha? Ela é mais uma razão para eu continuar. 
Uma grande razão! Vocês não acham?

 
Eu te amo muito Rafaella!



Bjs no coração!


terça-feira, 29 de março de 2011

Hoje estou de Parabéns! Estou fazendo aniversário.




Comemoro a chegada de um grande amor. Um amor inexplicável, sem pedidos, com muitos retornos e com algumas complicações.
Meu primogênito!
Meu primeiro, verdadeiro e incondicional grande amor!
Não lembro como era a minha vida de “mulher” antes dele; só sei que sempre o amei e sempre desejei amá-lo sem o conhecer. Incondicionalmente.
Foi incrível como as coisas se transformaram tão rápido.
Eu era apenas uma garota cheia de sonhos. Meu peso parecia brincadeira, 45 kg. Aos poucos comecei a senti-lo, mudando minha estrutura física e psicológica.
Ah, as emoções... quem explica?
Inexperiência é a palavra chave para uma mulher que sonha e não sabe com o que vai lidar. A falta de informação é o que pode esclarecer “complicações” do primeiro parágrafo.
O sonho de ser mãe nasceu comigo, mas, meu conhecimento era nenhum. Recebi uma boa educação e conhecimentos de vida, mas nunca orientações sobre adolescência, namoro, sexo, pouco sobre casamento e muito menos de maternidade.
Na minha época eram assuntos proibidos dentro de casa, tabus. 
E quando casei, talvez minha mãe tenha achado que marido ensina. O que será?

Amor materno é imensurável e ele se inicia desde que o sonho faz parte da vida de uma mulher. E isso não deixou de acontecer comigo.
Bom, engravidei. As emoções podem ser iguais para todas as mulheres que têm uma gravidez desejada. Só que com o primeiro filho, a primeira gestação, uma nova experiência é vivida a cada segundo, em cada transformação percebida.
É muito comum a comparação, mas do primeiro não há como.
Na verdade, de início, comigo nada mudou, a não ser uma pequena necessidade de repouso nos 3 primeiros meses.
Não tive os problemas normais de uma gravidez como: enjoos, tonturas e outros males. Apenas as mudanças no corpo, franzino ainda, apesar da idade, 21 anos já, e as emoções.
Independente de tudo isso eu já o amava. Antes mesmo de concebê-lo, antes mesmo de sabê-lo: ser humano.

Depois de um erro de cálculos, normal para uma iniciante, ele nasceu, dia 29 de março às 9:25 h, de parto normal, com 3.950 kg.
Sem a presença do pai, o que era comum na época, muito mais para o dele, que perderia a sua folga anual no trabalho. Jamais!
Apenas uma amiga, curtiu e que sofreu comigo todos os momentos de “dores esquecíveis”.
Depois de um tempo, notei que a presença do pai não me fez muita diferença, a presença da minha amiga foi primordial.
Mas ela não pôde entrar na sala.
Pude curtir todos os passos e os momentos do parto, e mais atenta ainda. Imagina o meu medo de troca de bebês.
Sou suspeita, mas ele fez muito sucesso no hospital.
 Neto com 2 dias de vida no meu colo
Todo bebê é lindo para seus pais. Mas o meu era "muito lindo".
Não estou falando isso por ser tão “mãe coruja”, mas todos queriam vê-lo, admirá-lo e vocês poderão me confirmar.

Não se explica a maternidade.
Ter um ser dentro de si, a formação de uma vida. Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda numa caixa de presentes, muito bem escondida, talvez para ser doada, transmitida a alguém.
Isso seria uma realização para as mães. Não cito "mães" somente as que pariram seus filhos, mas mães como formadoras de cidadãos.

Infelizmente, temos e criamos nossos filhos para o mundo. Não podemos sorrir, chorar ou ser felizes por eles, e sim para eles. Apenas tentamos contribuir iniciando-os a ter um ideal, a buscar e ter a certeza de estar dando passos firmes no caminho dessa busca.
Agradeço a Deus todos os dias por ter me dado essa oportunidade de poder contribuir para a formação de um cidadão do mundo, de amar com a certeza de que: “Quem ama, educa”.

E hoje, passados 29 anos, há 14 dias, você colocou-me nos braços outro sonho de vida, nossa princesinha RAFAELLA.

Neto, meu filho e Rafaella, minha neta no dia do nascimento dela

Mais uma razão para afirmar o meu amor à vida e força para continuar.
Obrigada por existir meu filho querido! Você é o presente que me deu mais uma vez, a esperança no futuro.




Bjs no coração!


segunda-feira, 21 de março de 2011

A arte de ser avó



(...)
E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. 
Completamente grátis - nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino que se lhe é "devolvido". E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito sobre ele, ou pelo menos o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo ou decepção, se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.
(...)
No entanto! Nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. 
Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do neto. Não importa que ela hipocritamente, ensine a criança a lhe dar beijos e a lhe chamar de "vovozinha" e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante nos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe banho, veste-o, embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.

Já a avó não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, "não ralha nunca". Deixa lambuzar de pirulito. 
Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso dos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer croquetes, tomar café, mexer na louça, fazer trem com as cadeiras na sala, destruir revistas, derramar água no gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser - e até fingir que está discando o telefone. Riscar a parede com lápis dizendo que foi sem querer - e ser acreditado!
Fazer má-criação aos gritos e em vez de apanhar ir para os braços do avô, e lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna...
(...)
E quando você vai embalar o neto e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz "Vó", seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.
E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe castiga, e ele olha para você, sabendo que, se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade.
Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menino - involuntariamente! - bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beicinho pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque "ninguém" se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, vó? 
Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague.
Rachel de Queiroz

Voltei!
E com calma vou visitar a cada um de vocês, inclusive os novos amigos que ainda não tive tempo. Alguns eu não tenho o endereço, mandem-me por favor. 
Não tenho palavras para agradecer tanto carinho. Vocês são maravilhosos, são muito especiais para mim. A cada um, meu reconhecimento de amiga.
Muito Obrigada!
Minha nora e minha neta estão ótimas. Meu filho um bobo e eu estou muito feliz, não caibo em mim, mais boba ainda. rsrs  Estou adorando esse negócio de "vovó" . É muito bom.
Mas estou voltando à realidade, e de vez em quando vou dar uma fugidinha rápida para matar as saudades. Sei que vocês me entendem.


Bjs no coração!


quarta-feira, 16 de março de 2011

A Rafaella chegou!!!



Desculpem-me amigos, mas estou passando apenas para explicar um breve sumiço. É por uma excelente causa. Assim que puder volto.


Depois de um grande susto que levamos, a RAFAELLA, minha primeira neta, nasceu neste 15/03, às 13:42h, com 2.800kg, linda e saudável.
Ela não é um sonho de bebê?
Estou aqui no hospital desde ontem à tarde, curtindo o prazer de ser vovó pela primeira vez.


Assim que puder, prometo dar notícias.



Bjs no coração!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Blogagem Coletiva - Minha Declaração de Amor

Este texto faz parte da Blogagem Coletiva de 
1º Aniversário do A Vida de Uma Guerreira



Há um dia em que nos rendemos ao Amor.
E quando sabemos de sua chegada, somos tomados de euforia, carinho, sensações diferentes que só quem ama conhece. Ficamos bobos, rimos à toa, a vida tem muito mais sentido. Há mais uma razão para viver.
É assim que eu me sinto, amando, mas existem muitas coisas que não sei explicar. Então começo a conversar com você:

“Eu sabia que você viria. Eu sonhei com você, conversei contigo antes mesmo de saber da tua provável existência. Quando tive a certeza então, passei a imaginar o invisível, o intocável para os outros, o mais real para mim. 
Mas este amor já era tão grande que isso não importava.
Você é a realização do maior sonho da minha vida.
No início, chorei muitas vezes de felicidade e então começou o meu verdadeiro monólogo. Aconselhei-te, passei a você os bons momentos que a vida nos dá. 
Falei-te dos maus também, mas que para tudo há solução.
Não sei da cor dos teus olhos, não sei do teu cabelo, muito menos da tua face. Imagino. E em meus sonhos só há a perfeição da vida. 

Eu te amo desde que te descobri na barriga de tua mamãe. 
Quando te soube menina, em meus sonhos passei a te vestir com lindos vestidinhos, laços coloridos, sapatinhos de princesa, meias de seda e rendinha. A dar-te banho, beijar-te, fazer-te dormir o melhor dos sonos para que tivesse o mais lindo dos sonhos.
Comecei a contar-te várias historinhas e cantei as mesmas musiquinhas que cantava para o teu papai, quando ele ainda era um bebê.
 Franciane - 3ª semana do sétimo mês de gestação. Linda!

Imagino agora teu sorriso, teu rosto, teu cabelo, teu olhar, chego a tocar tuas mãozinhas tão pequeninas... 
Já te falei de como é o mundo aqui fora, das realidades da vida, mas que o amor sempre vence todas as barreiras.
Sabe, eu penso tanto em você! 
Falo-te sempre que um mundo melhor só depende de nós mesmos. Já te falei também dos teus antepassados, do amor que sinto ser o maior do mundo, dos teus pais que serão os melhores que você poderia escolher e principalmente de quem te carrega que, com certeza, nasceu para ser mãe.
Já está quase tudo pronto para sua chegada. Seu quarto está lindo, tudo arrumado com muito carinho por seus pais.

Meu filho mais velho e minha nora: seus pais.

Há alguns dias, estive sentindo os teus movimentos ainda em teu pequeno mundinho. Como você é esperta.
Não para um minuto. Acho que você adora brincar e depois que cansa, dorme bem aconchada no ventre de tua mamãe.
Não se preocupe querida, pois quando você chegar terá muitos para brincarem com você, para te ninar, cuidar de você, e o principal, amar-te muito.
A vida, meu amor, pode não ser tão bela aqui fora, mas pode ter certeza de que você já é muito amada e que faremos tudo para que você seja uma pessoa honesta, sensível, humana, solidária e principalmente muito feliz”.

Meu amor é dobrado dizem os mais experientes.
Hoje, declaro meu Amor Incondicional à minha primeira neta, RAFAELLA, que nascerá na segunda quinzena de março. 


Bjs no coração!