Minha infância, minha vida, meus amores e dores; minhas idéias e meus ideais; idéias alheias, conversação entre sorrisos e lágrimas, tudo contado de uma maneira gostosa e com uma pitada de bom humor por uma pessoa FELIZ!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Mais uma peripécia da minha infância.



A infância é uma fase de sonhos e brincadeiras. Primeiro amor, descobertas e trabalho para os pais, é claro.
Já na adolescência acontece a construção do caráter, vivências únicas e amizades eternas.
Não compreendemos nossos pais, revoltamo-nos com o mundo e demoramos muito a entender tudo isso.
Quando isso acontece, olhamos para trás e notamos quanto tempo perdido em incompreensões e busca por uma coisa chamada felicidade, que se encontrava dentro de nós mesmos o tempo todo.
A cada vez que visito minha mãe e na reunião de irmãos, costumamos nos lembrar das nossas peripécias da infância e adolescência.
Risadas, ou melhor, gargalhadas e alegria reinam quando estes fatos são revividos, os detalhes e alguns segredos revelados.
Numa dessas minhas visitas, fui a “vítima” da vez. Conto-lhes o porquê.
Éramos seis em casa. Papai, mamãe e 4 filhos, com diferença de 1 ano e seis meses entre cada um. Verdadeira festa e muitas vezes confusão. Não que não fôssemos comportados e bem educados, mas criança apronta. E no meu tempo muito mais. Tanto que acho que os meus foram “anjinhos” perto do que aprontei.
Brincadeiras de carrinho de rolimã e patinete que meus irmãos mesmo faziam, bolinha de gude, futebol na rua, queimada, esconde-esconde, amarelinha, lenço-atrás, bete-ombro, passa-anel. 
Não havia distinção entre as brincadeiras de meninos e meninas. Brincávamos todos juntos.
Eu terceira e única menina em casa, não era muito de bonecas, mas gostava de brincar de casinha e montava tudo embaixo do meu pessegueiro.
Também fazíamos estilingue e com bolas feitas de barro ou sementes, tanto de mamona, como de cinamomo, fazíamos guerra.
Brincar na rua ou entrar na casa de um amigo a qualquer hora do dia, sem pedir licença, era normal. Era como entrar em nossas próprias casas.
Em casa, tínhamos duas bicicletas para os quatro, e estudávamos os dois mais velhos à tarde e meu irmão mais novo e eu, pela manhã.
Uma das bicicletas era Caloi, vermelha e feminina, como meus irmãos falavam. A outra era azul, “a masculina” e freio no pedal, isto quer dizer, na correia. Essa foi comprada nova e sempre foi a preferida de todos por ser grande e pegar maior velocidade. Era de um azul clarinho, cor que nunca me saiu da lembrança.
Talvez porque a bicicleta representasse para mim liberdade, eu a preferia. O vento batendo no meu rosto... esvoaçando meus cabelos. Nem "Master Card" compra.
Da outra, conto outro dia.
Minha mãe sempre recomendava quando saíamos somente para passear, que não fôssemos descer a rua do hospital. Era longa, coberta por macadame e perigosa para nós, os pequenos.
Proibir algo é o mesmo que aguçar a nossa vontade. Imaginem a uma criança, então.
Querem um conselho? Nunca proíbam, expliquem o porquê.

Amanhã eu conto o resto.

Bjs no coração!



32 comentários:

Lili Bolero disse...

Olá...o conteúdo da caixinha ainda não pode ser revelado. A sua caixinha deve estar chegando, viu?
Ai que delícia recordar a infância, tempo de muito riso e pouca ou nenhuma responsabilidade. No meu caso, sempre fui uma criança comportada, que nunca subiu em árvores e sempre acatou as ordens dos mais velhos. Posso dizer que não tive infância e muito menos uma Calói. O único brinquedo que desejei e ganhei foi uma boneca chamada Amiguinha, lembra? Era quase do meu tamanho e andava e balançava a cabeça de um lado para o outro. É, não é à toa que dizem que recordar é viver! Boa sexta-feira pra vc. Beijokas.

Iram M. disse...

Eita, que vc me atiçou a vontade de ser criança. Muita parecida com a minha a sua infancia, porém com um pouco mais de condição.

Amiga, estou numa correria só... Hoje vou receber umas 40 pessoas aqui, sem empregada para me ajudar e ainda tive a coragem de sentar no computador, é mole?

Deixe eu correr amanha se eu estiver viva, a gente se fala.

Um beijao

Iram

Tati Pastorello disse...

Jura? Que maldade, Nilce... deixar o resto para amanhã? Já estou montando acampamento... Até imagino a enrascada em que não se meteu, mas quero ouvir tudo, tudinho...
Enquanto ia lendo fui pensando no quanto pensamos nos nossos filhos como mais frágeis que nós, ou será que mudaram os tempos? Eu também aprontava bem mais do que deixo o Bê aprontar. E o Vi, então? Quando minha sogra conta eu me arrepio do moleque endiabrado que ele foi! heheh O Bê é um anjo! kkkk
Amanhã estou de volta, está bem? Estava com saudades. Beijos.

Jaque ઇ‍ઉ disse...

Amiga é muito bom relembrar a f]infância. Hoje mesmo, no almoço com as meninas aqui do serviço fizemos isso. É muito bom porque nos divertimos muito. E rimos demais.

Eu era muito sapeca! Vivia aprontando e caindo rs

Beijos!

orvalho do ceu disse...

Olá, minha flor
Interessante, fui questionadora (e sou) mas não sou um mar de curiosidade...
Mas sei bem do que fala... claro!!!
De acordo com o temperamento da gente fica um passo dado para a curiosidddde vir à tona... se proibida tal coisa...
Seja feliz e abençoada!!!
Recebe meu abraço com apreço.

ValériaC disse...

Oh tempo bom Nilce...também fui bem arteira quando criança rsrs....
Beijinhos e ótimo fds...
Valéria

Michele disse...

Ni, obrigada pelo apoio moral lá no blog! Eu estou bem, foi mesmo só um desabafo! Ando tendo uns destemperos (ou de nervoso ou de choro) nessa semana que vão e vem de repente. Minha mãe diz que é "porque está chegando a hora". Rss

Se Deus quiser saberemos cuidar da Clara direitinho, sim! :)


É muito bom relembrar da nossa infância. Tenho muitas coisas boas na memória. Penso no sufoco que minha mãe e minha avó passaram, ainda mais quando todos os primos se juntavam! rs Mas nisso você está certa: quer que a criança faça, basta proibir! haha

Beijos, querida!

kekel - Márcia Raquel disse...

hehehe.deixou água na boca né mocinha hehehe

Mas me fez lembrar da minha infância.eu tive uma monark verde kkkkkkkkkkk.........e sentia o mesmo que vc.....liberdade com o vento em meu rosto.

Pois é, vamos esperar amanhã....eu volto hein hehehe

beijos da Kekel

www.aspalavrasquemedefinem.blogspot.com
www.quemmoradentrodemim.blogspot.com

Denise disse...

Olá minha querida!

Que delícia ler este post... a infância é uma fase importante, por iniciar as preferências e marcar muitos momentos inesquecíveis.

Mal posso esperar pela outra parte!

Bjinhos, ótimo fds!

Dora Regina disse...

Nilce, que coisa boa é recordar a infância e a juventude, sempre faço comentários com meus filhos comparando o antes e o depois...
Um abraço querida!
Bom fim de semana

Fernanda disse...

Olá Nilce amiga!

Quero muito ler este episódio :))
Volto já.
Beijos

Betty Gaeta disse...

Oi Nilce,
Estava com saudade de vc e saudade de vir aqui. Agora fiquei curiosa para saber o restante da história da bicicleta, embora já preveja um tombo.
Bjkas e uma ótima 6ª-feira para vc.

http://gostodistonew.blogspot.com/

manuel marques disse...

Umm... Cheira-me a esturro,rsrsrs.Aguardo ansiosamente pelo desfeçho.

Beijinhos meus.

Fernanda disse...

Querida amiga Nilce!

Agora sim posso comentar :) Li e espero o resto do conto, mas já deduzo que foste mesmo descer a rua do hospital :)))

Curiosamente, também éramos quatro, duas meninas e dois rapazes. O mais novo, o Jorge, faleceu novo.
A diferença de idades entre nós é de 2 anos, mais ou menos, bicicletas só tínhamos na casa de férias, no campo, porque na nossa cidade era demasiado perigoso e tínhamos 74 degraus para subir e descer ... não haviam elevadores :)))

Amiga, adoro os teus contos, fazem-me sempre sorrir quando não rir :)))

Há pouco, quando comecei o José gritou "O jantar está pronto!!!!!" e eu tenho que largar tudo e correr para a mesa :))) senão ele deixa de fazer a janta :))))

Beijos

lolipop disse...

Oi Nilcinha...nem vou pedir desculpa...é o costume mil correrias...logo te mando o endereço que pediu...
Sabe que eu consigo imaginar vc bem malandrinha? Ainda oje vc tem esse arzinho...rsrs
Lembro daquela história em que vc fugiu de casa com seu irmãozinho...aposto qu a continuação desta vai ser tão bonita como a outra...
BEIJOSSSSSS
TERNURAS
BOM FIM DE SEMANA!

Camille disse...

Quero saber o resto!!! No minimo voce se estabou na rua dos hospital, hehehehe.
Quanto ao carater, esse começa a se formar bem antes da adolescencia. É no bebezinho que isso começa. Por isso que a gente fala popularmente que algumas pessoas tem "berço" e outras nao. É de formaçao de carater que estamos falando, de estrutura, de bons cuidadores.
Carater se forma cedo e pode ter certeza que voce tem. Mulher firme, pe no chao.
Beijos,
Cam

Néia (Dulci) disse...

Nilce sou apaixonada por recordações, vivo num pé no passado e outro cá, não tem como fugir disso uma vez que as boas lembranças fazem o dia de hoje mais ameno.
Adorei seu texto e esse final aí parecendo capítulo de novela "amanhã tem mais", rsrs, muito bom, espero ansiosamente!
Beijos

Élys disse...

Amanhã você conta o resto, mas já fez eu lembrar da minha infância. Valeu!...
Beijos

Pepi disse...

Bons tempos que não voltam mais,Nilce
Tenha um lindo final de semana
Beijinhos de
Verena e Bichinhos

Irene Moreira disse...

Nilce
Amiga con segui chegar e será que o cafpé ainda está quentinho. Corri, mas ocorreu uma pane no meio do caminho ( Internet caiu) e só agora consegui chegar.

Li a sua história e agora esgtou aqui curiosa para saber o que aconteceu.

Depois de tanto tempo consegui postar o meme do Jogo da Verdade. Tardo, mas não falho e está lá alguns dos meus segredinhos.

Beijos e um bom final de semana

KINHA disse...

Olá Nilce

Que bela infância querida amiga, nem todos tiveram essa sorte...
Me perdoe a demora em retribuir sua visita, mas ontem e hoje o dia foi curto para os inúmeros compromissos. Enfim consegui chegar a tempo de lhe desejar um ótimo final de semana.

Bjo

KINHA disse...

Olá Nilce

Fazendo um balanço, em minha Galeria de blogs amigos, percebi que vc não estava lá. Mas isso é passado porque agora está.

Bjo

Isadora disse...

Oi Nilce, quantas boas recoradações. Quando nos reunimos em família e as histórias surgem, é uma alegria.
A infância é um momento muito especial e dele sempre guardamos as mais doces e boas lembranças.
Um beijo

Lúcia Soares disse...

Nilce, agora mesmo estava ao telefone com a filha que mora em Londrina e tem 3 meninos. Um com 3 anos e 9 meses e os gêmeos com 1 ano e 10 meses.
É molecada pra muita bagunça, ela reclamando, achando que eles estão muito arteiros, birrentos, ela cansada...E eu lhe disse que era assim emsmo, criança é assim mesmo...
Que bom recordar, não?
Sabe que não me lembro nada assim em detalhes, da minha infância, nem adolescência? Até ando "nervosa" com isso, vou procurar ajuda...Será "normal" esquecer assim? E sei que tive uma infância ótima.
Bj

Lívia Azzi disse...

Que delícia ler seu relato de infância Nilce!

Essas brincadeiras de rua realizadas antigamente, e hoje com a violência e a urbanização dos condomínios e apartamentos estão se perdendo, eram fundamentais para o desenvolvimento cognitivo, psicomotor e social e afetivo das crianças.

Um beijo!

JOANA CAMPOS disse...

Bela lição amiga, quando eu proibir os pimpolhos vou explicar direitinho o porque.


Bjs

pensandoemfamilia disse...

Pois não estáa nos contando sdobre a criança que foi.
Amanhá tem Série, c onhece a Luzia, ela fará seu relato.
Eu também sempre amei e amo bicicleta e fiz algumas com ela,rs,rs,
bjs

Ângela disse...

que passarinho danado rsrsrs.
Amiga, quero ler com calma, e a internet por aqui é horrível, volto com calma. mAS ME PARECE QUE FOI BEM LEVADINHA ...
UM BEIJO ENORME COM MUITO CARINHO. BOA SEMANA