Esta semana na blogagem coletiva da Glorinha, cujo tema principal é Sentimentos, falamos sobre MEDO(S).
Lembrei-me de um dos episódios sádicos de minha mãe e resolvi contá-lo a vocês.
Não tenho muitas lembranças de grandes medos de infância. Fui uma criança muito feliz. Cresci livre, brincava na rua, sem medos, nem perigos...
Tinha pessoas mais velhas na família que sabiam contar lindas histórias, reais e imaginárias; contos infantis e crendices populares.
Medos na verdade eram os comuns: levar uma bela surra por uma traquinagem, tirar nota baixa, levar uma bronca por estragar alguma coisa, levar um tombo de bicicleta e se machucar ‘demais’...
Coisas comuns, normais.
De resto fomos acostumados a tudo. Tínhamos animais, saímos pescar com toda família, atravessávamos rios em pequenos botes e explorávamos campos e florestas na grande Fazenda-Cidade em que nasci e morei por toda minha infância e adolescência.
Mas, lembro muito bem, embora fosse muito pequena, de uma cena de terror pela qual passei.
Éramos 4 irmãos.
Dezoito meses de diferença entre um e outro. Eu sou a terceira e única menina, e éramos “santinhos” na frente dos nossos pais, muito educados e de um comportamento primordial.
Longe deles...essa é uma outra história.
Bem, minha mãe, talvez por ter casada muito nova e ter sido uma criança terrível também, só agora ela admite, rsrs, gostava de nos pregar peças.
Enquanto éramos bem pequenos, quando entardecia, ela levava um a um ao banho, vestia-nos com pijama e ia nos colocando no sofá da sala para assistirmos TV.
Começava pelo menor, que dormia antes e por ali mesmo.
Depois, no fogão à lenha, preparava o nosso jantar. E nós, é verdade!, ficávamos como bonequinhos sentados e bem quietos, com apenas alguns beliscões uns nos outros, sem ela notar, assistindo, não lembro o que na televisão em preto e branco ainda.
Eu devia ter uns 3 anos de idade quando isso aconteceu.
Por conseqüência, meu irmão mais novo tinha 1 ano e meio, o outro 4 e meio e o mais velho 6.
Atrás do sofá da sala ficava a janela que dava para a varanda da frente e que tinha uma enorme cortina de renda feita à mão com desenhos de enormes anjos tocando trombetas.
Neste dia a vidraça estava fechada, mas a cortina e a veneziana estavam abertas.
Não sei por que cargas d’água, minha mãe, mais criança do que nós, saiu sorrateiramente pela porta da cozinha e na área de serviço pegou uma luva preta que meu pai usava para andar de moto que ele tinha na época. Aquelas motos pretas enormes, (bom, nessa época só tinha dessas importadas, mesmo).
Colocou a luva e simplesmente veio até a varanda e colocou a mão no vidro abaixando-se. E os “bonequinhos” lá num empurra-empurra no sofá, quando de repente, por infelicidade fui eu a primeira a ver aquela mão enorme e preta, presa, foi essa a impressão que tive, na janela.
O que se passou em seguida acho que vocês podem imaginar. Todo mundo olhou e foi uma gritaria só. Até a vizinhança apareceu para acudir a choradeira. A única que ria mesmo perdida e sem saber o que fazer, era minha mãe.
Aquela luva me assombrou por muitos anos e por muito tempo aquela janela teve que permanecer fechada, e o sofá tiveram que mudar de lugar.
Hoje, quando nos reunimos, minha mãe ri tanto da história que tenho medo de ela ter um ‘treco’.
Sacana!!! Fora outras que ela voltou a nos aprontar.
Bjs no coração!

30 comentários:
Ah, esqueci...
Esta mão aí é do marido que me fez essa gentileza.rsrs
Bjs no coração!
Nilce
KKKKK Essa ai foi fogo viu,garanto,que sua mãe na hora,se arrependeu amargamente da brincadeira não foi?
Ai, Nilce, sacanagem mesmo. Me desculpe. Para adulto é engraçado, mas com criança isso não se faz não.
Beijos na alma, amiga.
Oi Nilce, bom dia!
Essa luva preta te assombrou por um bom tempo hein... que maldade da sua mãe! E quando se é criança fica uma lembrança muito grande, imagino como vc devia ter ficado!
Bjos querida!
Olá Nilse! Prazer em conhecê-la, que história divertida e bem contada, irei procurar outras que eventualmente tenha nos posts antigos.
Um beijo
Diam...
Nilce! Que hilário haha
E o maridão ajudando sempre xD
Imagino o desespero de vocês! Eu também era muito medrosa rs
Beijos e boa semana amiga!
Huhuuuuuuuuuuuu mater tua,é coisa nossa!a vida viver e muito brincar,voce para mim,Nilce amada e sorridente pessoa nuestra nessa blogosfera poreta,é puro viver,a alegria e o bom humor cura,perceba!
te amamos minina cidade sorriso nosso!
viva la vida
Rs muito bom. Então quer dizer que sua mãe pregava peças em vocês. Embora possa imaginar i susto é tão bom viver assim cheia de histórias para contar e com alegria.
Um beijinho
Ola Nilse! Que esteja tudo bem contigo. Aqui de Londres te envio um grande abraco (neste PC nao tenho cedilhas). Tua Mamae era mais crianca que voces! Bjs. Bombom
Nilce
mas isso não é uma mãe, é uma madrasta, hehehe... se eu fizesse isso com o Serginho muito provavelmente teria que conviver com ele dormindo junto comigo na mesma cama pelo resto de nossas vidas.
Bjs
Lu
Hahahaha imagina a cena, imagino a choradeira e o trabalho que deu para colocar para dormir, kkkk
beijos
Olá Nilce, estive um pouco ausente em viagem, mas logo estarei voltando. Saudades de ler suas emocões. Bjosss
Ai amiga...gostei da história...sua mãe judiou de vocês...rsrsrsr... deve ter dado o maior trabalho fazer todos vocês pararem de chorar...
Tenha um maravilhosa semana...
Beijinho
Valéria
Oi Nilce,
Adorei a história. Sua mãe era uma molecona! A minha era tão brava...
Adorei a sua foto no blog, vc está linda.
Bjkas e uma ótima semana para vc.
Nilce imagino a cara de vcs. Mas fiquei pensando que talvez hoje as crianças nãe se assustem mais com esse tipo de brincadeira, né? Acho que o medo delas é diferente. Querida, o artesanato é mesmo uma terapia muito importante. pra mim tem sido um bálsamo pra alma. mas também a leitura t]me ajuda muito. Quem sabe pra vc poderia ajudar já que não pode fazer o crochê e outras coisas mais. Adorei sua visita. bjs
Isso é que foi um susto mesmo...eu acho que nem é preciso ser criança pra gritar com uma coisa dessas...a não ser que a mão seja do marido...rsrs
BEIJOS MUITOS
CARINHOS
Recebeu meu mail?
Rsrsrsrsrs.
Beijo.
Eu nem pude participar da blogagem da Glorinha de tantos medos que tenho, na infância então nem se fala... ri aqui com sua história sobre a luva rs beijos
As lembranças ficam para sempre, paz.
Beijo Lisette
Olá, Nilce
Que bom ver você lá no meu canto!
Obrigada, amiga, gostei mesmo de sua visita.
Quanto aos medos não me lembro de, em criança, ter tido medo de nada em especial. Medo, terror, mesmo, tive já adulta, em África. Mas isso é outra história :)
Posso imaginar o que uma criança tão pequena como vc era na altura deve ter sentido ao vislumbrar uma mão preta, assim na janela. A sua mãe tinha que ser mesmo muito nova, para brincar com os filhos assim dessa maneira...
Desejo uma noite feliz, sem pesadelos..
Beijinhos
Ah, agora sei de quem você herdou esse senso de humor! Deve ter sido uma cena muito engraçada(não para vocês,claro!)!
Você trocou a foto? Está linda!
òtima semana!
Gd beijo
Que sustooo... rsrs Isso não se faz!! kkkk
Nilce querida, perdoe me a ausência mas fiquei mesmo sem tempo de comentar!
Beijos linda!
Nilce, esta é a segunda vez que venho em seu blog. Como se pode ver vc continua escrevendo lindos textos. Saber fazer é outra coisa.
Bj
Olá Nilse!
Vim aqui outra vez, para lhe dizer obrigado pela visita e pelo comentário. A sua visita coincidiu com momento que eu escrevia o ultimo post, não sei se estava completo, porque vou escrevendo e de vez enquanto editando para ver como ficou.
De um modo geral quando se visita um blogue, só lemos o post mais recente, mas por vezes os mais antigos são também interessantes se não mais. Por isso misturo os meus, escondo uns e mostro outros, periodicamente Será isto, uma prática censurável?
Como leu o «Epílogo» convido-a a ler o «O Aquiles»
Outro beijo
Diamantino
Olá Nilce, bom dia!
Deixei no Longevidade agenda, uma observação sobre o seu comentário nos grupos de ajuda de fibromialgia, coloquei lá junto ao seu comentário, pq. poderá ser útil para outras pessoas.
Muito obrigada.
beijinho
Oi Nilce! ainda bem que vc colocou no post seguinte o comentário deste. Como eu ri!!! Adorei!!!
Vou te contar que brinco muito assim com o meu pequito, adoro da um susto ou outro nele. Depois caio na gargalhada sozinha!!! E ele lá, como vc, chorando...
Gostei da ideia da sua mãe! Um dia ainda apronto com o Arthur uma parecida. Sabe do que ele mais gosta? de histórias de terror...
Um beijo muito grande mesmo!!!
Mi
Oi, Nilce!
Essa foi muito boa, hahahaha
Sua mãe devia ser bem divertida... mas, convenhamos, era ima criançona mesmo, né?
Bjos
Socorro Melo
Que delicia de estoria Nilce! essa sua mãe deve ser uma figuraça! Eu bem queria ter tido uma mãe assim, brincalhona! hehe adorei! E teu marido, que gentil...dá até medo olhar esse maozão na janela...hehe bjs.
Ola Nilce...
Sabe que eu vi essa mesma figura,uma mão em minha janela durante anos... Era pavorante pois o vitrô era vidro canelado(acho q é assim q fala), e a mão ficava logo acima,nw tinha como ser algume fazendo alguma brincadeira. Depois de anos,meu pai resolveu fazer uma reforma em casa, e ao cavar o quintal,perto de minha janela, foi encontrado uma garrafa escura de ponta cabeça com uma meia preta dentro.Meu pai levou em 1 benzedor e ele disse que era uma espécie de feitiço e q meu pai nw poderia ter colocado a mão naquilo,na semana seguinte meu pai sofreu 1 acidente no serviço e perdeu 2 dedos da mão.Enfim nw acredito em magia negra, mas tbm nw desacredito! Depois q essa garrafa foi encontrada nunca mais vi essa mão na minha janela e fora outras coisas q aconteciam em minha casa....Ao ver seu post lembrei da mão e confesso q fiquei com medo...Me imaginei em seu lugar,criança vendo uma mão assim na janela...Pavorante mesmo!!!
Bjs
Muito boa Nilce kkkkk,lembrou minha saudosa mãe,ela brincava muito conosco, virava criança também, e a arma dela era barata. Hoje tenho fobia. estes dias fiz um post sobre este bicho argh, quase ninguem comentou com nojo da foto acho... kkkkkk
Beijos
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