Minha infância, minha vida, meus amores e dores; minhas idéias e meus ideais; idéias alheias, conversação entre sorrisos e lágrimas, tudo contado de uma maneira gostosa e com uma pitada de bom humor por uma pessoa FELIZ!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Ter filhos!!!



O dedo aponta a lua.



O sábio olha a lua.


O tolo olha o dedo.


fonte: internet



Quando eu era criança, achava que tinha medo dos meus pais.
Na pré-adolescência, por vezes, cheguei a odiá-los, a achá-los os piores pais do mundo.
Por que eu, de vez em quando levava uns tabefes da minha mãe??? Ou uma surrinha com vara de marmelo, verdade! Mas eu mereci, sempre tive certeza disso.
Por que tantas exigências com relação a comportamento? Que a sociedade “se danasse”. Que liberdade vigiada era aquela???
Quando eu tinha dezesseis anos, comecei a entender que o que sentia não era medo, ódio, mas sim, respeito.
Um grande respeito por pessoas que sabiam ter em suas mãos tamanha responsabilidade quando decidiram ter filhos. Que entendiam que essa “empreitada” não seria fácil, mas eles assumiram, e não poderiam voltar atrás.
Tinham uma missão a cumprir.
Aos dezoito anos, quando pela primeira vez, precisei ficar longe deles, compreendi que não era só respeito. Entendi que era amor. Um amor recíproco e incondicional!
Só quando temos nossos próprios filhos é que conhecemos esse amor. Vivemos por eles, morremos por eles.
Ah, como as coisas eram boas. Que saudades de pedir a bênção todas as noites antes de dormir, de responder: “sim, senhor; sim, senhora”.
De saber que eles me vigiaram o tempo todo por amor. Que ficavam acordados a me esperar por preocupação.
Que queriam estar comigo por zelo, um cuidado que só os que amam sabem ter.
Comecei então a compreender que tudo o que eles fizeram por mim, sempre foi para que eu tivesse um exemplo de “ser” humano.
Sim, ser, verbo.
Educação, respeito, generosidade, compaixão, humildade e muito mais. Conhecimento eu teria na escola.
E mesmo sem ter muitos estudos, me ensinaram que aprender é para sempre, não acaba na conclusão de um curso, muito menos de um doutorado.
Que nunca somos donos da verdade e que todos, independentes de classe social ou grau de instrução, temos experiências a trocar.
Que valores são essenciais para formação do caráter de uma pessoa.

Hoje, quando vejo tragédias envolvendo pessoas que intitulamos “famosas”, “ídolos sem causa”, tenho a certeza de que faltou mais que amor.
Faltou a Educação que só em casa podemos receber. Independente de modelo de família, a minha nunca foi nenhum “modelo”, é nela que está nosso alicerce. É com ela que construímos o nosso futuro e o futuro de quem conosco irá conviver.
Dificuldades???Quantas passamos...quantas superamos!
E nestas horas, a nossa educação espiritual sempre foi de grande valia. A fé nunca nos faltou!
Nunca culpamos a sociedade, muito menos as oportunidades.
Nunca tivemos roupas caras, muito menos luxo, mas fomos ensinados que com trabalho honesto poderíamos ter.
Que amor, saúde, honestidade e dignidade não se compram.
Que amigos se conquistam e boas companhias somos nós que escolhemos.
Ninguém é perfeito, muito menos direito.
Mas quem disse que os caminhos são retos e as vidas não são tortas?
A forma é você quem escolhe e o caminho é direcionado por experiências deixadas para que você mesmo resolva ou não segui-las.
Ser pai, ser mãe, é muita responsabilidade para qualquer um que se ache “ser humano”.

Aos meus pais, meu eterno agradecimento!



Nilce Gibson

Bjs no coração!

23 comentários:

Marliborges disse...

Olá, Nilce,
Perfeito. É isso aí, mas porque a gente não se dá conta disso mais cedo? Bem que podia né...
bjsssssssss

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Nilce. Gosto muito de quando vc escreve, gosto do jeito dos seus textos. Me passa sempre uma reflexão muito boa e mta sinceridade.

Realmente a gente só entende certas coisas depois que vive os fatos né. A gente acha um saco mãe, pai, pegando no nosso pé. Só com a experiência e maturidade que a gente nota o quanto eles nos quiseram bem e nos amaram.

Ainda bem que demora, mas a gente aprende e compreende rs.

bjs! (e nosso amigão Hamilton está bem e virá com boas novidades!)

lolipop disse...

Olha Nilcinha, para mim é até um pouco dificil, comentar hoje seu texto que acho excelente...Nunca tive filhos e sei que agora já não faz por variadas razões, parte das minhas opções. Sempre respeitei e adorei minha mãe, e sempre me esforcei por entender meu pai, ainda hoje. Mas fica dificil quando se lida com alguém que é incapaz de emprestar ternura, com alguém que nunca, a não ser quando ela, numa fase terminal, não se levantava mais da cama, fez minha mãe feliz.
Por isso, eu entendo tudo o que disse, não sei se será mais dificil pra vc entender o que eu digo aqui...
BEIJOS MUITOS

Simone Scharamm disse...

Oi, Nilce,
Me emocionou com o seu texto! Lembrei demais de uma certa fase da minha vida, em que eu sentia tanta revolta dos meus pais...como a gente demora a amadurecer, né? Espero que um dia as minhas filhas possam me compreender também!
Beijo no coração!
Adorei o post!

Lilian disse...

Ola Nilce,dei 1 tempinho nos estudos e vim aqui te visitar!!! Quantos textos lindos!!!
Me diverti com a venda dos utensilios comemorativos da copa,Refleti como a minha vida tbm parece 1 quebra-cabeça e esse texto aqui me emocionou bastante...Vi minha vida e atitudes refletidas nesse texto!!!
Acho q todos somos assim né,quando adolescentes achamos q sabemos tudo e na verdade ainda estamos começando a entender algumas coisas e até entender tudo demora né!!!
Tbm to com problema de conexão,até aqui no Japão,acredita...Moro em 1 condominio enorme e creio q congestiona tudo.
Fico feliz demais qnd vc me visita e hj vim retribuir suas visitas e me desculpar por minha ausência!!!
Mas to sempre por aqui tá!!!!
Bjs querida e um dia maravilhoso para vc!!!!
Com carinho!

Meri Pellens disse...

Que texto maravilhoso, amiga! Dá pra sentir todo o amor pelo seus pais.

E é verdade, só quando temos filhos sabemos como é difícil, embora seja impagável tanto amor.

Beijos na alma!

Kelly disse...

Que lindo!!!!!!!! Adorei seu texto cheio de verdades, também só entendi realmente o amor dos meus pais quando a So nasceu.
Beijos, saudades....

Ângela disse...

Querida, como adoro ler você, é assim mesmo ...ler você..., tudo o que vc. diz é pura vivência, adorei este post, também sinto muita saudade dos meus pais e de como eles rigidamente me criaram, também com muita dificuldade mas com muito carinho e seriedade.
lindo post!
beijokas e bom final de semana.

Nilce disse...

Oi, Marli
Que bom ter vc por aqui.
Pois é, porque não os compreendemos antes, né?
Ainda bem que aprendi a tempo e ainda tenho MÃE bem saudável para curtir e amar muito, independente de tudo.

Bjs no coração!

Nilce

Nilce disse...

Oi, Alexandre

Obrigada mil vezes pelo seu carinho.
Ainda bem que os entendemos, mesmo que tarde.
Quanto ao Hamilton, nem fale, estava muito preocupada,
mas já havia conversado com ele. Por favor, não vá sumir
também. rsrs
Acho que todos temos que
trocar telefones. rsrs

Bjs no coração!

Nilce

Nilce disse...

Oi, Minha querida amiga Margarida

É claro que te compreendo e muito bem.
Por isso mesmo que falo sobre o fato de que ser pai não é para “qualquer um que se acha ‘ser humano’”. Mas, vc teve e deu todo amor a quem mereceu: “sua mãe”, que sabia o que era ter filhos e te deu suporte para a vida. Por isso vc é essa pessoa maravilhosa.

Bjs no coração!

Nilce

Nilce disse...

Oi, Simone que bom que vc gostou. Esperamos tanto esse
reconhecimento dos nossos filhos...

Obrigada pela visita. Volte sempre.

Bjs no coração!

Nilce

Nilce disse...

Lilian, querida

Bato ponto direto no seu blog. Adoro, vc sabe.
Muitas vezes não consigo comentar, mas tento, e insisto até conseguir. rsrs.
Fico muito feliz quando vc vem e deixa recadinho. É deles que
vivemos, né? Obrigada.

Bjs no coração!

Nilce

Nilce disse...

Oi, Meri, como vai o curso?

Obrigada pelo carinho sempre.
Que bom que gostou do que escrevi, na verdade, um desabafo, por tanta falta de amor e Deus no coração dos jovens e pessoas de hj.

Bjs no coração!

Nilce

Nilce disse...

Kelly, minha amiga

Está em casa ou em Marília? Saudades!
E a Sophia? Vê se dá notícias.

Bjs no coração!

Nilce

Nilce disse...

Oi, Ângela

Ainda acredito na rigidez de criação. Acho que esse negócio
de trauma por isso ou por aquilo, liberdade demais, foi
o que transformou nossos jovens no que vemos por aí. Claro que
não sou a favor do espancamento. E também no nosso tempo havia os “rebeldes”.
Mas a violência, a crueldade, a falta de amor no coração, está criando monstros em forma humana.
Obrigada pelo carinho sempre.

Bjs no coração!

Nilce

Jaque Gonchoroski ઇ‍ઉ disse...

Ah, me emocionei...

"Ah, como as coisas eram boas. Que saudades de pedir a bênção todas as noites antes de dormir, de responder: sim, senhor; sim, senhora."

Realmente isso faz falta... Ficar longe da minha mãe foi uma das coisas mais difíceis que eu já enfrentei... Mas ela está sempre ao meu lado. Sei que tudo que fez por mim e minha irmã foi do mais profundo do seu ser. Ela não desistiu. Fez (e continua fazendo) tudo por nós. Quero ter a força e a garra que ela teve. Quero poder ensinar o que eu aprendi.

E ela com certeza é minha maior inspiração.

Parabéns pelo seu post querida. Conseguiu me fazer chorar (se bem que nao é muito dificil rs)

Gosto dessas coisas simples e verdadeiras.
Beijos!

Betty Gaeta disse...

Oi Nilce,
Que texto lindo! Se seus pais ainda forem vivos, dê a eles para que leiam. Se não forem, com certeza já leram e entenderam.
Bjkas e um ótimo final de semana para vc.

"Hamilton H. Kubo - Profundo Pensar" disse...

Olá Nilce, antes de postar me falou do que iria tratar seu post, e disse que gostaria de saber o que eu iria achar!
Quer mesmo saber?
Me deixou assim perplexo, sem palavras pois usou-as com perfeição, definiu muito bem as passagens, mas muito além disso deixou claro o que de fato todos necessitamos, deste amor que vem em conjunto à educação e como bem dito, um desafio para os Pais, que aceitaram de bom grado a tarefa que é educar seus filhos e torná-los seres humanos dignos.

Parabéns Nilce ficou perfeito!

Beijos!

ஐ¸.*Lady *.¸ஐ disse...

Linda postagem querida!
Realmente depois que nos tornamos mãe é que sentimos na pele.
Muito reflexivo e verdadeiro seu texto.
Tanha um delicioso fim de semana.
Com carinho, Lady.
Bj

Elaine Gaspareto disse...

Nilce,
Mais ou menos foi isso que meu irmão querido me disse hoje.
Do jeito dele ele concordaria com você.
Eu não sei se tenho essas lembranças boas, mas de todo modo percebo que nunca compreendi minha mãe tão bem como compreendo hoje lendo posts pessoais de outras mães...

Beijo, querida

cantinho she disse...

Lindonaaaaaa que post mais lindo e emocionante, parabéns, belíssimo!
Beijoooooooo